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The Witcher 3: Wild Hunt

Witcher 3 - A Lenda do Lobo Branco

Das origens na literatura a um dos jogos mais esperados de 2015.

É pouco provável que o escritor polaco, Andrzej Sapkowski, tenha algum dia antecipado que a obra intitulada The Witcher, publicada em 1986, iria eventualmente originar um dos jogos mais esperados de 2015. Baseado num universo de fantasia medieval, os leitores ficaram então a conhecer Geralt, um cínico caçador de monstros que está sempre disposto a trabalhar... pelo preço certo.

A infância não foi fácil para Geralt. Em bebé foi abandonado na fortaleza dos Witcher (ou "bruxos", se preferirem uma tradução aproximada), e desde pequeno foi sujeito a poções potencialmente letais e treinado nas artes de combate e magia. Geralt acabou por se revelar um aprendiz muito promissor, e isso levou-o a ser alvo de várias experiências perigosas. O resultado acabou por lhe causar um número considerável de mutações e efeitos secundários, incluindo infertilidade, pele pálida e cabelo branco.

Esse treino intenso e as inúmeras experiências não o tornaram apenas num albino incapaz de ter filhos. Também lhe concederam capacidades sobre-humanas, perfeitas para praticar caça a várias criaturas. A sua resistência é extraordinária, bem como a sua capacidade para realizar sinais (ou magias) e contrair as pupilas. O seu conhecimento garante-lhe ainda a capacidade para produzir poções, bombas, óleos especiais e armadilhas, sendo ainda resistente a praticamente todos os venenos criados pelo homem (e não só).

The Witcher 3: Wild Hunt

Embora seja conhecido como Geralt de Rivia (embora não seja realmente de Rivia), o protagonista de Witcher é também apelidado de White Wolf, ou Lobo Branco, se preferirem, devido à sua condição pálida. Para complementar as suas habilidades, Geralt é também um perito na arte de combate, e está sempre equipado com duas lâminas. A de aço permite-lhe combater humanos ou elfos mortais, mas algumas criaturas mágicas só podem ser danificadas com uma lâmina de prata.

As aventuras de Geralt na literatura colocam-no em confronto com um grande número de criaturas míticas, como vampiros, lobisomens e Trolls, mas as suas interações mais interessantes acontecem normalmente com humanos, elfos e anões. As suas peripécias levaram-no a criar um vasto número de inimigos, mas também alguns amigos. Entre eles está Dandelion, um energético bardo sempre leal a Geralt, Triss Merigold, uma feiticeira ruiva com temperamento, e Yennifer, o amor misterioso na vida de Witcher. Parte da história de Witcher 3, sobretudo a secção inicial, baseia-se na procura de Yennifer. Outra mulher misteriosa no universo de Witcher é Ciri, controlável no novo jogo, mas terão de descobrir mais sobre esta personagem durante a aventura.

Apesar de conviver com vários amigos, Geralt tem má fama geral, e isso é evidente em The Witcher 3. A fama e os muitos rumores (normalmente errados) que circulam sobre a classe de Witchers levam vários indivíduos a temerem ou desconfiarem de Geralt, embora isso não o incomode. O facto de ser uma personagem calma, e até um pouco cínica - mas normalmente digna -, significa que Geralt consegue normalmente manter a cabeça fria durante situações intensas.

Na literatura, Geralt tem normalmente de utilizar o seu instinto apurado e experiência de combate para ultrapassar os obstáculos, não pode fiar-se simplesmente na força bruta. Esse elemento da personagem tem sido transportada para os jogos, e o novo capítulo não é exceção. Em grande parte devido ao sentido de humor irónico que aplica na sua escrita, mas também pelo facto de apresentar grande ambiguidade moral, o trabalho de Sapkowski recebeu muitos elogios na Polónia, que mais tarde se estendeu a um reconhecimento internacional.

O primeiro jogo recebeu um misto de elogios e críticas.

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Houve uma tentativa de passar a história dos livros para outros meios, em particular com um filme e uma série televisiva, mas a qualidade das duas tentativas ficou muito abaixo do esperado. Quando Sapkowski parecia pronto a abandonar a esperança de adaptar a sua obra a outros meios, surgiu um estúdio polaco fresquinho com um projeto ambicioso. A CD Projekt Red queria criar conteúdo de qualidade, e decidiu tentar a licença de Witcher para entrar no mercado competitivo dos videojogos.

Sapkowski nunca foi um aficionado de videojogos, não tem qualquer interesse na área, e parece que nunca experimentou um jogo. Embora reticente sobre passar a licença à CD Projekt Red, o escritor eventualmente decidiu apostar na produtora polaca, e como todos sabemos hoje, foi uma aposta ganha. O objetivo passou pela criação de um RPG baseado no universo criado por Sapkowski, onde as consequências das decisões do jogador raramente eram evidentes ou lineares.

A jogabilidade inspirou-se nos talentos que Geralt apresenta nos livros, permitindo aos jogadores utilizar magia, combate com espadas e alquimia para derrotarem vários tipos de inimigos. Sem consentimento para replicarem as histórias dos livros, ou assumirem o conteúdo dos jogos como cânone, a CD Projekt Red optou por criar sequelas aos livros, aplicando uma amnésia em Geralt para simplificar a história. Ainda assim, vão conhecer várias personagens dos livros durante a aventura, incluindo neste terceiro capítulo.

Os Witcher têm fama de serem insensíveis, imunes a emoções, um mito que Geralt pouco faz por desmentir. A sua personalidade crua, sobretudo no primeiro jogo, em conjunto com uma narrativa pontuada por intriga e moralidade ambígua, podia ter sido demasiado pesado para digerir. Felizmente, a presença de várias personagens consideravelmente mais "coloridas", como Dandelion e Triss, ajudaram a equilibrar o tom pesado da história e de Geralt.

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Com a tecnologia antiga da Bioware, o Aurora Engine, a CD Projekt Red criou um sistema gráfico razoável, embora a jogabilidade não tivesse sido muito elogiada pelos críticos. Os jogadores podiam escolher entre três estilos de combate, que podiam alternar durante as batalhas. Era um sistema confuso e muito exigente, que dividiu os jogadores, entre os que apreciaram a dificuldade do desafio e os que simplesmente acharam que a experiência era demasiado frustrante para continuarem.

Como nos livros, a alquimia é um elemento muito importante do combate. Geralt pode criar várias poções com diferentes efeitos, desde aumentar a saúde a ver no escuro. Geralt não é apenas um alquimista, mas um perito em várias áreas de combate, permitindo-lhe criar óleos especiais para aplicar nas armas e bombas que lhe garantem uma vantagem nas batalhas.

O primeiro jogo de Witcher conseguiu reunir uma base considerável de admiradores, e a CD Projekt Red confirmou pouco tempo depois que iria começar a trabalhar numa Enhanced Edition. Esta versão do jogo chegou a ser anunciada para PlayStation 3 e Xbox 360, na forma de The Witcher: Rise of the White Wolf, mas nunca chegou a concretizar-se. A estreia da saga nas consolas só aconteceu mais tarde, com o lançamento de The Witcher 2 para a Xbox 360. Antes disso, foi lançado para PC, com muitas novidades comparando com o antecessor.

Em baixo podem ver a espetacular introdução de Witcher 2.

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A sequela, The Witcher 2: Assassins of Kings, foi lançada em 2011 para PC. Desta vez a CD Projekt Red decidiu criar um motor de jogo específico, que além de apresentar uma grande melhoria gráfica, permitia movimento e combate mais fluido. A capacidade para Geralt usar armadilhas e armas de longa distância foram algumas das adições notáveis ao arsenal, e o sistema de evolução de Geralt, completamente renovado, dava mais opções aos jogadores para moldarem a personagem de acordo com o seu estilo de jogo.

A nova história arrancou basicamente onde o primeiro jogo terminou, enquanto Geralt tentava descobrir quem tinha tentado assassinar o rei e ao mesmo tempo fazer sentido da sua memória (ou ausência de). É uma longa jornada esta que Geralt teve de atravessar, que viu o regresso de várias personagens populares do primeiro jogo. Desta vez, a experiência foi um pouco mais pessoal para Geralt, e as consequências das decisões dos jogadores podiam mudar por completo o rumo do jogo.

Se as críticas ao primeiro Witcher dividiram-se, The Witcher 2: Assassins of Kings foi amplamente elogiado por críticos e jogadores. Visualmente era fantástico e facilmente um dos melhores RPG daquela era. Outro elemento que agradou os jogadores foi a natureza desafiante da jogabilidade, que obrigada a uma maior cautela e preparação por parte dos aventureiros. Com novo sucesso garantido e uma jogabilidade mais facilmente adaptável às consolas, a CD Projekt Red decidiu finalmente apostar nas consolas, com uma versão Enhanced Edition para Xbox 360. A nova edição incluía uma boa dose de conteúdo novo, vários melhoramentos e afinamentos na jogabilidade e uma revisão gráfica. Surpreendentemente, a CD Projekt Red decidiu disponibilizar a nova versão gratuitamente a todos os jogadores que compraram o Witcher 2 original.

Desde então, a CD Projekt Red tem estado a trabalhar em The Witcher 3: Wild Hunt, um projeto ambicioso que durou cinco anos e que será lançado em simultâneo para PC, PS4 e Xbox One no dia 19 de maio. Embora Witcher 2 tenha sido muito popular, a produtora sabe que serão vários os jogadores que vão entrar em contacto pela primeira vez com a série neste terceiro capítulo. Foi por isso crucial criar uma história e um formato que pudesse receber bem os novatos - o que acabou por ser uma das falhas apontadas ao segundo jogo, esmagador para qualquer estreante da saga.

The Witcher 3 mostrou grande promessa desde bem cedo.

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O novo jogo não segue uma história direta do antecessor, e tem uma abordagem menos evidente à intriga e políticas nos reinos do mundo de Witcher. Em vez disso, é uma viagem muito mais pessoal para Geralt, com que os jogadores novos se poderão identificar rapidamente. Existem claro muitas referências a eventos passados e aparições de personagens dos jogos anteriores, mas não serão demasiado exigentes para novatos. Além disso, existe um sistema que permite perceber os eventos passados e um glossário com pormenores sobre as personagens.

Algo que pode ter passado despercebido a muitos jogadores, e que dá o subtítulo ao jogo, é a Wild Hunt. Esta "caça selvagem" é na verdade um grupo de seres sobrenaturais, que é visto pela população como um presságio para morte e infortúnio. Nos trailers é possível ver parte desta Wild Hunt, enquanto espalham destruição por onde passam. O seu regresso está ligado a Ciri (que também é jogável em Witcher 3), uma personagem que Geralt descobriu no passado e que procura agora encontrá-la a todo o custo.

Os melhoramentos deste novo jogo são tremendos, a começar pela passagem da estrutura para um mundo aberto, e é na nossa opinião o melhor RPG da nova geração. Se querem descobrir mais novidades específicas sobre The Witcher 3: Wild Hunt, podem ler a nossa análise detalhada aqui. E antes do lançamento do jogo vamos publicar um guia com dicas úteis para novatos, por isso continuem atentos ao Gamereactor.

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