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The Witcher 3: Wild Hunt

The Witcher 3: Wild Hunt

Já tivemos a oportunidade de jogar um dos títulos mais esperados do ano.

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The Witcher 2: Assassins of Kings era um RPG com um sistema de combate elaborado, que se passava em áreas concentradas de jogo. Essas áreas eram detalhadas e tinham algumas opções, mas eram ainda assim bastante limitadas em termos de liberdade - sobretudo comparando com jogos como The Elder Scrolls V: Skyrim. Isso vai mudar em The Witcher 3: Wild Hunt, o primeiro jogo da série que se irá passar verdadeiramente em mundo aberto.

No passado tivemos várias oportunidades para assistirmos a sessões de jogo de The Witcher 3 e falar com os seus produtores, mas num evento recente dedicado à imprensa, tivemos pela primeira vez a chance de experimentar o jogo. Nesta sessão explorámos duas secções específicas da aventura: o prelúdio que culmina com uma batalha contra um grifo; e a exploração de uma ilha com inspiração nórdica, a Ard Skellig.

The Witcher 3: Wild HuntThe Witcher 3: Wild Hunt

O prelúdio é uma área de treino, onde os jogadores poderão aprender ou desenferrujar as suas habilidades de combate e pratica de magia. Antes disso, um curto tutorial ensinou-nos a base dos comados - a CD Projekt Red pretende que este terceiro capítulo tenha uma iniciação mais facilitada que o antecessor. Quando finalmente começamos a jogar, o protagonista Geralt estava num quarto do qual pretendia sair. Com o pressionar de um botão, os seus sentidos Witcher são ativados, destacando itens de interesse com uma ligeira aura vermelha. Depressa encontrámos a chave necessária para prosseguir até ao encontro com outro Witcher, Vesemir, que dormia na sua cadeira. No lado de fora, uma jovem praticava as suas habilidades de combate, com uma agilidade impressionante.

A rapariga chama-se Ciri e também será jogável em secções específicas do jogo. Aqui encontramos nova oportunidade para experimentarmos outros controlos e mecânicas. Esta parte do prelúdio aconteceu no passado, mas cedo passarão para o presente. Estamos a interrogar uma senhora sobre o paradeiro de alguém que pode ter passado por aquela área. Seguimos o seu conselho e falamos com alguns dos senhores da casa. Pelo meio aprendemos a jogar um mini-jogo de cartas, mas mais importante que isso, recolhemos algumas pistas importantes.

Essas pistas levam-nos até ao capitão da guarnição local, que sabe perfeitamente onde podemos encontrar o nosso objetivo. Mas ninguém oferece nada no mundo de Witcher, e se queremos as informações, teremos que lidar com um grifo que tem aterrorizado os habitantes locais. E assim foi. Partimos à exploração deste área, interagindo com os locais, enfrentando alguns animais e apanhando várias missões secundárias pelo caminho. É neste momento um pouco mais solto de exploração que ficamos completamente impressionados com o detalhe do jogo. Os pormenores nos NPC são fantásticos, mas Geralt é quem mais brilha. Quantos produtores terão trabalhado no rabo-de-cavalo de Geralt para reagir de forma tão realista?

The Witcher 3: Wild HuntThe Witcher 3: Wild Hunt

Pelo que nos foi possível perceber, parece existir uma boa variedade para as missões secundárias, pelo menos nesta área inicial - só com a versão final será evidente se essa variedade se mantém ao longo da aventura. Durante esta hora de jogo na primeira área, ajudámos uma senhora idosa a quem faltava uma frigideira e conseguimos encontrar um raptor. Duas missões que foram interessantes, mas por motivos diferentes. A primeira foi bastante linear, mas teve uma resolução curiosa. A outra não foi tão linear e obrigou a uma decisão complicada. Independentemente da escolha, alguém ia sair magoado da situação. Isto confirma o que já sabíamos do jogo anterior e de conversas com a produtora: poucas decisões em The Witcher 3 serão simples ou sem consequências.

Atravessámos as missões de história, além dos episódios referidos em cima, mas ficaram muitas mais por experimentar. Em conversa com outros jornalistas ouvimos relatos de mais missões que não experimentámos e que reforçaram a ideia de variedade em The Witcher 3. Quanto às missões principais, eventualmente chegou a altura de enfrentar o grifo. Preparámos uma armadilha e esperámos pela sua chegada. Tudo culminou numa batalha complicada com a besta alada. Os fãs de Witcher vão identificar de imediato a natureza do combate, que vive muito de investidas cautelosas e desvios certeiros. Existem muitos monstros perigosos no mundo de The Witcher, e se decidirem lutar de forma direta ou descuidada, vão perder rapidamente. Terão de usar armadilhas e feitiços para ganharem vantagem e reagir rapidamente às circunstâncias do combate.

Antes de prepararmos a batalha, Vesemir ofereceu-nos uma nova arma - uma Besta - que foi útil para ferir o grifo enquanto ainda estava no ar. Eventualmente foi obrigado a pousar, e aí passámos a atacar com a espada. Depois de conseguirmos uma vitória dura, voltámos à aldeia para entregar a cabeça do grifo, o que acabou por marcar o final da demonstração. Mas havia mais para ver e para jogar de The Witcher 3.

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Visitámos a ilha de Ard Skellig, que irá lembrar muitos jogadores de Skyrim, a terra nórdica de The Elder Scrolls V. É uma área nevada e ventosa, impressionante na sua desolação. Também existem bastantes nobres presunçosos com sotaques irlandeses. Esta é uma de várias ilhas, embora pelo que nos disseram, seja a maior que vamos visitar. O tamanho de Ard Skellig será inclusivamente maior que a área total de The Witcher 2: Assassin of Kings. A demo em si começa com um Geralt vestido de forma mais formal, à frente de um enorme castelo e com neve a cair. Passámos pelos portões bem guardados, dando início a uma série de missões ligadas.

Esta versão do Geralt está mais poderosa do que aquela que deixámos na demo anterior, agora a nível 15. Sem querer entrar em pormenores da história, voltámos a participar numa batalha complicada, mas também encontrámos novo exemplo das abordagens possíveis às missões. Para atingir um determinado objetivo, podíamos recorrer à força ou investigar um incidente e seguir o rasto até aos culpados. Escolhemos a segunda opção, o que nos levou à conclusão da missão e à consequente abertura do mapa da ilha para livre exploração.

As criaturas que vão encontrar em The Witcher 3 não se adaptam ao nível de Geralt, o que significa que quando entrámos num espaço que era a casa de elemental de terra nível 30, os nossos ataques não surtiram praticamente efeito nenhum. A criatura, por seu lado, tirou metade da nossa barra de saúde com um só golpe. Sem precisarmos de mais incentivo, chamámos o cavalo de Roach e optámos por uma retirada estratégica.

A nossa exploração de Ard Skellig marcou o fim da nossa sessão com The Witcher 3. Pela maior parte, ficámos impressionados. As sequências em vídeo, animadas pelo fantástico motor de jogo e complementadas por soberbas interpretações de voz, transparecem grande qualidade. Visualmente é um jogo impressionante. O detalhe das personagens, as animações, as cores... tudo se conjuga para um resultado fantástico. Observámos as duas versões de consolas - Xbox One e PS4 - e também a versão de PC. O aspeto era semelhante nas três versões, mas as consolas tinham um defeito que não era tão evidente no PC, com várias falhas no ecrã ('Screen Tear' para quem estiver familiarizado com a expressão).

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Também ouvimos falar de problemas encontrados por outros jornalistas, como linhas de diálogo que faltavam, ou até missões que simplesmente 'quebraram' porque os objetivos não foram cumpridos pela ordem correta. O movimento no cavalo também nos pareceu ocasionalmente frustrante e preso: Roach por vezes agastava-se com o cenário ou não reagia ao botão para saltar. O movimento da câmara também pareceu algo desconcertante.

Isto são falhas que devem ser mencionadas e consideradas para o futuro, mas que também podem ser resolvidas com relativa facilidade por parte da CD Projekt Red. A produtora ainda tem muito trabalho pela frente, daí o mais recente adiamento para 19 de maio.

O que jogámos deu-nos uma impressão muito positiva. Considerando a escala do jogo, a nossa experiência é obviamente muito limitada, mas parece que a CD Projekt Red está a formar a aventura que todos desejávamos para concluir a aventura de Geralt. The Witcher 3 parece uma evolução genuína do antecessor e, se a produtora conseguir afinar as arestas que faltam, pode ser facilmente um dos melhores jogos de 2015.

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