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Star Wars: Squadrons

Star Wars: Squadrons - Primeiras Impressões

A série Star Wars está de regresso e desta vez leva-nos para batalhas espaciais na Galáxia Muito Distante.

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Situado no final da Galactic Civil War, Star Wars: Squadrons transporta-nos para a Galáxia Muito, Muito Distante e coloca-nos sob o controlo de um dos icónicos starfighters da franquia de ficção científica. A EA Motive recebeu as chaves do veículo, com a colaboração entre a EA, a Disney e a Lucasfilm a dar origem a mais uma aventura especial. Desta vez, é um shooter espacial, repleto de X-Wings e Tie Fighters, com combates de cinco contra cinco e uma campanha que explora os dois lados do conflito. Esta semana, tivemos a oportunidade de experimentar Squadrons num evento hands-on, e agora chegou a hora de responder à pergunta que paira sobre a vossa cabeça: é este o droid que procuram?

Se, como eu, adoraram os antigos shooters de Star Wars, lançados durante os anos 90, os modos espaciais de Battlefront II, ou outras franquias onde o foco está nos combates aéreos (estou a olhar para ti, Elite), então: sim, Squadrons é o droid que procuram. Neste caso, até já têm um droid ao vosso lado, que vos fará companhia à medida que lutam contra bots na campanha a solo ou se juntam ao modo multijogador e participam em combates 5v5.

Não vos vou mentir e dizer que formei uma ligação forte com a minha unidade R2 porque não cheguei a esse ponto na campanha. Star Wars: Squadrons é um jogo difícil de decifrar; é uma experiência profunda e com camadas que não revela todos os seus segredos num primeiro contacto. O resultado é um complexo ponto de entrada e uma aposta na destreza, e durante as três horas que passei com o jogo, só consegui aprender o básico, experimentar alguns dos controlos mais intrincados, e depois começar a explorar as subtilezas do seu combate espacial num X.Wing.

O ponto principal, e também aquele que mais apreciei em Squadrons, foram os interiores da nave. A Força é obviamente forte nos designers de UI da EA Motive e isto dá ao jogo uma maior autenticidade que julgo ser um caminho para o sucesso do jogo. O combate espacial é um nicho dentro género, mas a franquia Star Wars, e a expressão cuidadosa da sua linguagem audiovisual, dão a Squadrons a oportunidade de afastar as amarras que o prendem à sua especificidade e chegar a um público mais extenso que possa estar preparado para arriscar num género que raramente joga.

Star Wars: Squadrons

Vamos começar pelo início e descobrir onde se insere Squadrons no grande esquema das coisas. Com oito classes de naves à escolha (quatro para cada lado do conflito), esta escolha coloca o jogo num patamar mais arcade do que, por exemplo, títulos como Elite: Dangerous, um jogo com o qual Squadrons partilha alguns elementos importantes. Por outro lado, existe uma maior profundidade que o destaca do que vimos em Battlefront II, que funcionava bem, mas sem grande variedade ou camadas.

A experiência basilar está nos controlos, que vos permitem rodar a nave, subir e descer, aumentar a velocidade, travar, e navegar os céus repletos de estrelas enquanto procuram por novos alvos. A próxima camada da jogabilidade envolve o controlo dos scanners internos à medida que mantêm a localização dos inimigos; uma boa noção espacial e o bom posicionamento são metade da batalha. Quando se sentirem à vontade com estas mecânicas, chega o momento de dominarem os sistemas internos, um jogo de equilíbrio entre as armas, motores e escudos. Podem, por exemplo, focar-se numa só destas áreas, aumentar as vossas habilidades e encontrar a vossa especialização. E assim, será nos extremos da jogabilidade onde os melhores pilotos se revelarão, levando a melhor dos seus adversários com um tiro certeiro ou com o domínio do seu escudo protetor.

Devo admitir que não atingi esse nível de perícia durante as minhas horas com o jogo. Já foi difícil compreender os controlos (comecei por jogar com teclado e rato, mas acabei por trocar para um comando da Xbox porque senti que me dava mais controlo sobre a nave em espaços limitados), perceber para onde tinha de ir, e depois acertar alguns tiros durante as sequências de combate. Eventualmente, à medida que a sessão avançava, a experiência tornou-se mais natural e fui capaz de realizar movimentos mais deliberados - nem sempre funcionaram, mas a culpa é do piloto, não do hardware.

Star Wars: Squadrons

Comecei pelo prólogo do modo a solo. Foi o ponto de partida perfeito para entrar no ritmo do jogo e aprender os controlos básicos. É uma introdução suave para tudo o que precisamos de aprender, e começamos como um piloto Imperial em perseguição de um grupo de rebeldes que escaparam de Alderaan. A ação começa numa batalha entre os esquadrões, antes da perspetiva mudar e sermos introduzidos aos nossos parceiros da Rebelião, dando assim a possibilidade de experienciarmos os dois lados do conflito. Se for assim que a campanha se desenrola, com missões que contrastam entre as duas perspetivas e o desenvolvimento de uma narrativa que se encaixa perfeitamente nos eventos canónicos da franquia, sentir-me-ei satisfeito. Claro que existem limitações narrativas incontornáveis no género, e podemos fazer pouco no cockpit da nave à medida que falamos com os nossos colegas, mas o universo Star Wars dá à EA Motive uma base forte para criar algo memorável.

Quando terminei o prólogo, aventurei-me por um dos modos online: Dogfight. É um modo Deathmatch de 5v5 e eu gostei do que joguei, apesar de se difícil de avaliar a sua qualidade, pois estávamos a jogar com equipas desequilibradas. Quando estava a batalhar contra os restantes jornalistas em pé de igualmente, diverti-me muito com o jogo. Quando o meu esquadrão ficou em menor número, no entanto, foi muito fácil para a equipa mais forte dominar a partida e registar mortes fáceis. O nosso combate desenrolou-se em redor de uma gigantesca estação espacial, onde uma equipa desequilibrada não consegue recuperar o fôlego e isso pode originar um enorme problema se as partidas não forem justas. Os bots seriam uma ajuda, substituindo os jogadores que saírem a meio da partida, e não seriam uma adição estranha já que estão presentes na campanha e dão suporte aos jogadores durante as missões.

Também existem pilotos controlados por IA no modo de destaque de Squadrons, o Fleet Battle. Este é um modo com múltiplas fases onde os jogadores têm de lutar ao longo de um extenso campo de batalha, eliminando cargueiros à medida que avançam sobre a nave principal inimiga. Jogámos algumas partidas, perdemos umas e ganhámos outras, mas existiu um ritmo interessante devido à estrutura do modo. Se se afastarem do vosso esquadrão e arriscarem viajar além da linha do inimigo, correm o risco de ficarem isolados e extremamente vulneráveis. Além disso, a mudança constante de objetivos serve para nos mantermos em alerta e preparados para qualquer surpresa, com os pilotos a combaterem ao lado da IA e com naves de todos os tamanhos, que tornam a ação mais dinâmica e interessante. Fleet Battle deixou-me entusiasmado para o potencial de mapas com múltiplos níveis e objetivos, já que o ritmo e estrutura do modo funcionaram tão bem, com cada batalha a apresentar uma pequena narrativa contida que poderá expandir-se facilmente para múltiplos cenários, como a defesa de aliados ou o ataque a bases inimigas.

Star Wars: SquadronsStar Wars: Squadrons
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No entanto, todos os mapas e modos deste mundo não farão grande diferença se o combate não estiver a altura, e de tudo o que vi (que não inclui a implementação VR e a sua funcionalidade no jogo), tenho de dar pontos à EA Motive por ter dominado os elementos fundamentais de um jogo deste género. Existe profundidade nas mecânicas, que elevam a experiência de combate, e o tema da série ajuda muito na sua acessibilidade a um público mais extenso. Todos sabemos o que é um Tie-Fighter ou um A-Wing, como são e como soam, e estamos todos familiarizados com o universo Star Wars depois de tantos anos a ver as suas batalhas espaciais.

Para mim, a única questão importante que ficou por responder foca-se na longevidade do jogo e da forma como será apoiado após o lançamento, e se o estúdio consegue ou não criar uma campanha à altura da franquia. Esta aposta na história poderá determinar o apelo de Star Wars: Squadrons junto de um público mais extenso, mas por agora tudo aponta que será uma experiência capaz de, pelo menos, conquistar aqueles que sempre quiseram entrar num X-Wing e combater contra o Império (ou, se preferirem, lutar e eliminar os rebeldes - não estou a censurar).

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