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Dragon Age: Inquisition

O Melhor Jogo de 2014 - Dragon Age: Inquisition

Antes de elegermos os melhores jogos de 2015, vale a pena recordar o vencedor do ano passado.

Em 2014 elegemos Dragon Age: Inquisition como o Melhor Jogo do Ano, uma escolha reforçada pelo facto de que, mesmo depois de terminarmos o último DLC oficial, Trespasser, contabilizando quase 200 horas de jogo, ainda tínhamos vontade de voltar a Thedas. Dragon Age: Inquisition foi uma excelente adição à coleção da Bioware, proporcionando uma aventura épica de fantasia para jogadores de longa data e novatos. Também podem ler a nossa análise original
aqui.

Antes de começarem a jogar, convém passar algum tempo no Dragon Age Keep que decide importar - ou criar - as escolhas dos dois jogos anteriores. Se nunca jogaram Dragon Age, ou jogaram pouco, podem usar o Dragon Age Keep para ficarem a conhecer melhor algumas das personagens dos jogos anteriores e o passado deste mundo de fantasia. E mesmo que tenham jogado Origins e Dragon Age II, também não vão perder nada se percorrerem o Keep antes de começarem Dragon Age: Inquisition.

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O núcleo de toda a experiência gira em torno do jogador, e das escolhas que pode fazer. O sistema de criação de personagens é muito extenso (até podem recriar Daenerys Targaryen, de Game of Thrones!), e ao longo do jogo podem tomar muitas decisões que vão afetar a personagem e todo o reino. Podem jogar como uma versão fiel aos vossos princípios (inclusive religiosos), ou criar um "Inquisitor" completamente oposto à vossa forma de estar. É o jogador que decide. Ao avançarem pelo jogo vão conhecer vários aventureiros que podem juntar-se à vossa causa e à equipa, mas não são meros companheiros obedientes. São personagens com crenças, objetivos e formas de pensar, que podem ser concordantes ou opostas às do jogador. E não pensem que terão problemas em fazerem-se ouvir caso não concordem com uma decisão. É um sistema narrativo que faz do jogador uma peça crucial da história, e não um mero recetáculo passivo de conteúdo.

A personalização da experiência não se limita à cor do cabelo ou às decisões da história. Gostam de combate? Então existem dragões, gigantes e hordas de monstros para caçarem. Preferem uma abordagem mais pacifista? Podem esgueirar-se, utilizar habilidades de invisibilidade e evitar muitos combates. Baixem a dificuldade e utilizem uma jogabilidade direta, ou procurem um desafio mais complicado e aproveitem o sistema de ação tática. Querem retirar ainda mais da experiência? Procurem criar poções, armaduras e armas, ou personalizar o massivo Skyhold da Inquisition. É a vossa aventura, e são vocês que definem quanto e como querem desfrutar deste jogo da Bioware.

Adorámos muitas personagens e odiámos outras (algumas num bom sentido), muito por culpa da excelente escrita da Bioware. Podem focar-se na narrativa principal e prosseguir a aventura, mas existe muito contexto a retirar das conversas opcionais que podem ter com as personagens. Gostámos particularmente de conhecer melhor algumas das raças deste universo, como os Qunari, ou a tribo Avvar. Até apreciámos o nosso tempo com os magistrados Tevinter. São ações secundárias, como beber com um grupo de mercenários, conhecer uma personagem transsexual, e descobrir a perdição por romances de uma grande lutadora, que dão vida e credibilidade ao mundo de Dragon Age: Inquisition. E é precisamente essa ligação às personagens que dificultou algumas das decisões que tivemos de tomar. Vários momentos levaram-nos quase às lágrimas, precisamente pela nossa ligação às personagens. É essa a diferença para jogos como Skyrim, por exemplo, que embora tenha os mesmos elementos - magia, espadas, monstros..., não tem a mesma a ligação entre jogador, personagens e o mundo à sua volta. É uma experiência muito mais envolvente ao nível de história.

Dragon Age: Inquisition não é apenas um jogo de tragédia, política, guerra e fé, também tem sentido de humor. Muitas personagens brincam entre si, com comentários deliciosos durante a aventura. Os mapas são enormes e extremamente variados, levando o jogador através de montanhas nevadas a desertos de perder a vista, de galas em palácios a ruínas subterrâneas de anões. É um mundo onde foi um prazer perdermos-nos a explorar cada canto.

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E se o jogo completo não vos encheu as medidas, existem três pacotes de conteúdo que podem comprar. Em The Descent vão batalhar um velho inimigo, os Darkspawn, enquanto regressam às Deep Roads e reencontram os anões. Em Jaws of Hakkon vão conhecer melhor uma das fações que enfrentaram durante a campanha principal, um grupo de nómadas espirituais que vos irá motivar a procurarem pistas sobre a primeira inquisição. O último DLC é Trespasser, que decorre dois anos depois do final da história principal, e que vos pede para decidirem qual é o futuro da inquisição que construíram durante todo este tempo.

Foi uma viagem épica, através de um mundo que nos prendeu durante dezenas de horas, mas ainda queríamos mais. Quando os créditos de Trespasser começaram a rolar, sabíamos que era o fim. A Bioware não vai lançar mais conteúdo para Dragon Age: Inquisition, o que significa que a nossa aventura acabou. Foi uma experiência linda, que se adequa a rapazes, raparigas, e a tudo pelo meio. Uma aventura personalizável, rica em diálogos interessantes e paisagens lindas, e foi por isso que o elegemos como o Melhor Jogo de 2014. Existem outros RPG de qualidade, e 2015 teve vários, mas Dragon Age: Inquisition já ganhou um lugar especial no nosso coração. Agora só precisamos de perceber como vamos arranjar mais 200 horas para jogarmos com uma personagem completamente diferente.

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