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Helldivers: Primeiras impressões

O primeiro jogo anunciado para PS3, PS Vita e PS4.

Um dos anúncios mais curiosos da Sony durante a sua conferência na Gamescom foi Helldivers, da Arrowhead Game Studios. A produtora sueca, mais conhecida pelo seu trabalho com Magicka, cresceu com o sucesso de um jogo que começou como um projeto de estudantes. A maior evidência do seu crescimento é o facto da Sony ter garantindo a exclusividade de Helldivers para todas as suas plataformas, ou seja, PlayStation 3, PS Vita e PS4.

Algo torna-se imediatamente evidente assim que começam a jogar Helldivers - não parece ter nada a ver com Magicka ou The Showdown Effect -, mas se olharem para lá do embrulho de ficção científica que serve de fundo ao jogo, vão perceber que é o projeto perfeito para um estúdio conhecido pelo seu humor e por fogo amigável implacável.

"Magicka foi baseado numa sequência de O Senhor dos Anéis, com o Troll, em Moria, e pensámos "então e se fossem quatro feiticeiros?". Já Helldivers é inspirado em Starship Troopers, "um excelente livro," segundo Johan Pilestedt, da Arrowhead Game Studio.

Ele explicou-nos que a equipa temia aproximar-se demasiado da fonte de inspiração, mas cedo percebeu que isso não era relevante, já que independentemente da abordagem, o resultado final será sempre algo de único e especial.

Helldivers

Helldivers é portanto um jogo de ação com uma perspetiva de topo, inspirado por Starship Troopers. O jogador fará parte de uma equipa até um máximo de quatro elementos, enviada para um planeta hostil. Terão de completar várias missões antes de serem obrigados a regressar à zona de embarque e abandonar o planeta.

"O jogo é implacável, sobretudo quando não estão a pensar com antecedência," explica Pilestedt. "Se só pensarem a curto prazo, eventualmente vão estragar tudo para vocês e para os vossos amigos. Por exemplo, o simples facto de alguém se juntar ao jogo pode ter um impacto negativo. Já aconteceu em várias ocasiões ver outros jogadores esmagados pela chegada de um outro jogador."

Dito e feito. Juntámo-nos a um jogo já em andamento de Helldivers e em poucos segundos um dos nossos companheiros estava morto. Com um tiro nosso nas costas (acidental, claro). Nada de muito preocupante, se alguém tiver a habilidade de ressurreição. E isso leva-nos ao elemento mais interessante do jogo. Podem escolher várias habilidades para personaliza o vosso papel no grupo - existem 30 opções ao todo - mas nesta demonstração específica utilizámos uma configuração predefinida, que felizmente incluía a habilidade de ressurreição. Outra habilidade que experimentámos foram as armas estacionárias - conselho de amigo, não se metam à frente de uma.

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À semelhança do que já acontecia em Magicka, é preciso perícia para conseguir utilizar estas habilidades em momentos de pressão (e momentos desses não faltam). Cada habilidade nesta demo só podia ser acionada com uma combinação de quatro direções no d-pad. Depois de efetuado, o pedido é devolvido através de uma encomenda área.

"É como um jogo de dados," explica Pilestedt. "Têm de inserir uma combinação para ver o que vai sair. Depois do pedido têm de esperar entre 5 a 15 segundos para receberem o que pediram. Porque têm de preparar tudo no espaço. Não, basicamente queríamos aumentar o suspense."

Helldivers utiliza o motor multi-plataformas que já foi utilizado no último jogo da Arrowhead, o The Showdown Effect, e no simulador de guerra medieval, War of Roses, da Fatshark. Um motor tão versátil é sem dúvida uma ajuda preciosa, considerando que o jogo será lançado para todas as plataformas PlayStation em 2014. Uma decisão corajosa, sobretudo considerando que a única experiência da produtora com consolas limitou-se a uma conversão cancelada de Magicka.

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"Todos que estão a jogar estão a tentar ganhar a guerra contra estas três raças alienígenas," afirmou Pilestedt. E todos vão trabalhar nesse esforço juntos para ganharem a guerra. Cada missão que escolhem é, ou melhor selecionam um planeta pelo qual serão responsáveis, e ai terão talvez sete ou 10 missões ou um mínimo de duas."

As missões variam entre instalações que devem ser destruídas, alvos que devem ser abatidos ou indivíduos que devem ser salvos e resgatados para a nave. Também existem missões noturnas e outras diurnas. Basicamente tudo o que viram em filmes como Alien ou Starship Troopers pode servir de inspiração ao jogo. Assim que os objetivos são cumpridos, devem chamar uma nave para vos recolher. Isto inicia um contador, mas também vai alertar os inimigos restantes, gradualmente atraindo-os para o ponto de encontro. Os últimos segundos antes da chegada da nave são um caos delicioso.

A nossa personagem era o último homem no terreno, mas mesmo a rastejar desesperadamente, conseguimos entrar na nave antes de partir. Missão cumprida.

Podem ver a entrevista completa em baixo.

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