Final Fantasy XV Antevisão - Gamereactor
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Final Fantasy XV

Final Fantasy XV

Com a produção a entrar na reta final, voltámos a experimentar o RPG épico da Square Enix.

Dois dos pontos mais referidos pelo produtor de Final Fantasy XV, Hajime Tabata, durante os últimos anos, é que o seu objetivo para este capítulo da saga passa por: 1) torná-la mais moderna, 2) torná-la mais relevante para o público ocidental. A cena inaugural do primeiro capítulo do jogo, que mostra o rei Regis a despedir-se do seu filho Noctis, captura esses dois pontos com perfeição. Não só é a tecnologia topo de gama, como as personagens parecem ser acessíveis e genuinamente interessantes. É um momento que mostra o detalhe rico das personagens, e a as nuances impecáveis da direção cinemática. Enquanto Regis parece claramente agastado com todos os anos de reinado, Noctis age como um rapaz convencido que só tem olhos para o seu próprio reflexo.

Mais tarde voltamos a um grupo que conhecemos cada vez melhor, quando Ignis, Prompto, Gladiolus, e Noctis tentam arranjar o seu carro avariado. Não é uma cena comum em muitos jogos, e muito menos num RPG saído do Japão. É uma mistura bastante peculiar de um conceito contemporâneo com um cenário fortemente baseado em fantasia, mas por baixo desta impressionante combinação de ingredientes, está a relação simples de um grupo de amigos que tenta resolver o problema em mãos: o carro avariado que foi sorrateiramente tirado da garagem de um pai. Esta abertura simpática esconde o verdadeiro destino do grupo. Ansiosos para continuarem o que pensam ser uma 'road trip' de rebeldia antes do príncipe se casar, não fazem ideia do que os espera. E embora o diálogo seja muito juvenil e de fácil acesso, existe uma subtil camada de carga política que esconde temas mais sérios na estória e no mundo de Final Fantasy XV.

Ao progredirmos pelo mundo de jogo, continuamos a perceber que as personalidades das personagens são um dos pontos fortes de Final Fantasy XV, mas também começamos a encontrar algumas limitações técnicas. O jogo tem problemas de fluidez, com muitas quebras na framerate, e por isso ficámos satisfeitos quando soubemos que a Square adiou o jogo para limar problemas como este. Resta esperar que seja suficiente.

Alguns problemas não são meramente técnicos, mas também de design. A própria estrutura parece um pouco atabalhoada e com pouco contexto, como uma missão que recebemos para ir matar uma espécie de tigre às montanhas. É uma espada de dois gumes que Tabata e a sua equipa parecem ter criado. Se por um lado existem momentos impressionantes, como evitar silenciosamente o contacto com uma besta do tamanho de dois autocarros, por outro a estrutura de quests ao estilo de MMO não é exatamente o que esperávamos de um Final Fantasy. Receber um objetivo, um ponto no mapa, e pouco ou nenhum contexto pelo meio, não é o que queremos.

Enquanto Final Fantasy XIII foi muito criticado por ser demasiado linear em termos de mundo e estória, Final Fantasy XV pode ter ido em excesso para a direção oposta. Em vez de existir um progresso evidente da estória, podem praticar imensas atividades e objectivos sem contexto logo de raiz. Gostaríamos de ter, não só mais algum contexto narrativo, mas também melhores explicações de como tudo funciona - em particular o sistema de combate.

Como quase tudo o resto no jogo, o combate de Final Fantasy XV também tenta oferecer muita liberdade ao jogador. Os quatro membros da equipa podem mover-se livremente pela área de combate, embora controlem sobretudo Noctis. Podem atacar com quatro armas e ferramentas que tem equipadas, ou usar uma técnica chamada Phase, que teleporta Noctis através de pontos de destaque na área do combate. É uma excelente habilidade, que permite ganhar alguma vantagem ao inimigo. Enquanto Noctics ataca os seus oponentes, os outros membros do grupo podem criar combinações de golpes, e cada um tem as suas técnicas de combates. Estas habilidades usam um sistema de cooldown, ou seja, precisam de esperar alguns segundos antes de repetirem uma habilidade.

O combate, pelo menos nesta demo, pareceu-nos geralmente acessível e algo fácil. O único teste às nossas capacidades foi uma besta com dois cornos, que nos obrigou a agir como uma equipa. Um toque curioso é a forma como os companheiros de Noctis partilham dicas de como devem abordar cada situação, e se essas estratégias forem seguidas, vão receber mais pontos de habilidade. Como devem calcular, esses pontos são usados para adquirir novas habilidades na Astralsphere, a nova árvore de talentos e habilidades das personagens. No fim de cada combate também serão classificados em termos de comportamento furtivo, defesa, e ataque, para quem quiser melhorar as suas prestações. Outro toque engraçado é a introdução de receitas, que podem ser usadas para melhorar temporariamente os atributos. Claro que precisam de aprender as receitas e recolher os ingredientes.

Depois destas horas que passámos com Final Fantasy XV, o melhor elogio que podemos fazer ao jogo é a forma como os vários elementos da experiência parecem criar um todo coeso, apesar de serem muito diferentes individualmente. Por exemplo, para melhorarem as vossas capacidades com poderes de fogo, terra, ar, e água, vão precisar de procurar e recolher recursos. Enquanto o fazem, é provável que encontrem criaturas e localizações exóticas que vos irão desfiar do percurso, e neste processo podem gastar horas de jogo. Por trás de todo o resto, Final Fantasy XV continuar a esconder as suas raízes de RPG japonês, onde exige muitas batalhas pequenas para continuarem a melhorar e terem hipóteses de sobreviver aos confrontos que realmente importam.

Como já referimos, gostámos das personagens e a estória parece interessante, mas os diálogos por vezes podem ser excessivos na sua tentativa de parecerem rebeldes ou juvenis. Felizmente, não ao ponto de se tornarem irritantes. Jogámos bem mais do que descrevemos aqui, mas a Square Enix impediu-nos de revelar mais detalhes. Podemos apenas dizer que, se jogaram os títulos de The Legend of Zelda, podem ter uma ideia de como o mundo vai abrir depois das horas iniciais. Final Fantasy parece ter alguns problemas de identidade, mas estas horas provaram que Tabata e companhia estão a criar uma verdadeira experiência de Final Fantasy. Agora resta esperar para descobrir como evolui a jogabilidade e o drama narrativo ao longo de uma aventura que deve passar facilmente a marca das 50 horas.

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