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análises
Broken Age

Broken Age - The Complete Adventure

A nova aventura de Tim Schafer recebe a tão aguardada conclusão.

Esta análise refere-se ao pacote completo de Broken Age (como está a ser agora vendido, inclusive para PS4 e PS Vita), mas o texto em si está mais focado no segundo ato. Se querem ler a nossa análise ao primeiro ato, podem fazê-lo aqui.

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Broken Age tornou-se famoso por ter sido o primeiro jogo, pelo menos com grande aparato nos media, a ser financiado via Kickstarter, ainda em 2012. Esta aventura criada por Tim Schafer e a Double Fine acabou por ser dividida em dois atos, o primeiro lançado no início de 2014, e o segundo apenas recentemente. Agora que a aventura de Shay e Vella está concluída, vale a pena esquecer todas as circunstâncias em torno da sua produção, e perceber antes se vale ou não a pena investir tempo e dinheiro no jogo.

Broken Age é uma aventura sobre dois jovens que estão a sair da adolescência. Primeiro vão seguir os passos de Vella, uma rapariga criada numa aldeia rudimentar. Vella foi escolhida como sacrifício para um monstro chamado Mog Chothra, num ritual pretende manter a aldeia salva do monstro durante 14 anos. O outro lado da aventura concentra-se em Shay, um rapaz que vive a bordo de uma nave espacial, cuja inteligência artificial o protege e acomoda de forma tão exagerada que a sua vida é uma tremenda chatice.

Apesar de estar dividido em dois atos, Broken Age não é realmente um jogo episódico. É uma aventura, lançada em duas partes diferentes, e embora o primeiro ato termine num ponto conveniente para a separação, parece-nos óbvio que Broken Age foi concebido como um jogo contínuo, e é assim que deve ser experienciado.

Broken Age

Embora o primeiro ato tenha recebido muitos elogios quando foi lançado originalmente, achámos que a dificuldade era demasiado baixa, que não existia grande desafio no jogo. A verdade é que este segundo ato tentou claramente elevar esse elemento da experiência com alguns puzzles complicados. Aliás, até podem ter exagerado no aumento de dificuldade, porque podem encalhar em alguns problemas.

Isto pode causar alguma frustração, mas existe um genuíno sentimento de satisfação quando resolvem alguns dos maiores problemas. Infelizmente, se jogarem os dois atos de seguida, isto significa que vão notar um aumento brusco na dificuldade, que acaba por prejudicar o ritmo e a fluidez natural da aventura.

Um dos nossos maiores receios para este segundo ato seria uma hipotética a ausência de verdadeiras surpresas na narrativa, já que a estrutura narrativa faz uma troca entre Shay e Vella em momentos chave. Embora tenha sido de facto desapontante que não existam mais ambientes novos para explorar (mas existem mudanças nos cenários anteriores), felizmente encontrámos várias surpresas neste segundo ato.

Broken Age acaba por também se destacar ao nível visual, não tanto numa perspetiva técnica, mas antes pelo estilo da arte. É uma apresentação muito artística, que provavelmente irá atrair as atenções de quem olhe para o ecrã. Quanto aos trabalhos de voz, são de grande qualidade, contando com as participações de atores de renome como Elijah Wood, Jennifer Hale, Jack Black e outros.

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Jogámos Broken Age sobretudo no PC, mas também tivemos tempo de espreitar as versões de PS4 e PS Vita. Embora os jogos de aventura estejam naturalmente mais confortáveis no PC, a natureza específica de Broken Age, com um inventário limitado e interação facilitada com o ambiente, acaba por permitir uma experiência eficaz também nas consolas.

O primeiro ato acabou por deixar excelentes impressões, que não foram totalmente correspondidas pela sua continuação. Existe boa qualidade neste segundo ato, mas a narrativa e o diálogo acabaram por não ser tão interessantes ou divertidos como tinha acontecido no primeiro ato. Dito isto, ainda vão soltar algumas boas gargalhadas com a segunda parte da história, embora possivelmente não o façam com tanta frequência como no primeiro ato.

Como já referimos, o aumento na dificuldade também acaba por prejudicar o ritmo global da aventura. Alguns momentos podem mesmo fazer disparar os níveis de frustração, a não ser que recorram a guias, mas se fizerem isso, estarão a quebrar o próprio propósito da aventura. Olhando para a história como um todo, é preciso reconhecer a qualidade da escrita e a forma como tudo se desenrola. Este segundo ato é também uma boa conclusão para a história, e mesmo que não seja o melhor trabalho de Tim Schafer, tem algumas abordagens interessantes que raramente são vistas nos videojogos.

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Broken AgeBroken Age
08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Estilo visual fantástico. Evolução eficaz da narrativa. Excelente interpretação dos atores. Ato 2 mais desafiante que o primeiro ato.
-
Alguns picos de dificuldade quebram o ritmo da experiência.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor

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